SEDUC
Secretaria da Educação do Ceará. Define a política pedagógica, o currículo que ancora as respostas, as regras de uso, o protocolo de proteção do aluno e as metas do programa. É a autoridade de governança e a controladora dos dados.
O SOL IA — Sistema de Orientação ao Aprendizado — é o programa do Governo do Estado do Ceará que coloca uma inteligência artificial própria a serviço de quem ensina e de quem aprende na rede pública estadual. Não é aplicativo comprado de prateleira: é infraestrutura pública, construída no Estado, governada pelo Estado e prestada como serviço à rede.
O Ceará ensinou o Brasil a alfabetizar na idade certa. Agora é o primeiro estado a colocar uma inteligência artificial própria a serviço de quem ensina e de quem aprende.
O modelo cearense de cooperação entre Estado e municípios, com foco em resultado de aprendizagem e avaliação externa, virou referência nacional. O SOL IA aplica a mesma receita a uma tecnologia nova: meta pública, avaliação independente e o professor no centro da política.
Professores e alunos já usam IA todos os dias. A escolha do Estado não é entre ter ou não ter IA na escola: é entre uma IA governada e uma IA que ninguém controla.
Tutor particular, curso preparatório e reforço em casa sempre estiveram disponíveis para quem podia pagar. A IA pública é a chance de estender isso a toda a rede de uma vez.
Hoje é tecnicamente viável rodar modelos de qualidade em infraestrutura própria, sem depender de contrato com plataforma estrangeira para cada resposta dada a um aluno.
Planejamento e correção consomem horas que não viram aula. É o ponto em que a tecnologia devolve mais valor por real investido.
O SOL IA não é um chatbot solto. É uma plataforma pública com camada de conteúdo, camada de inteligência e camada de governança — cada uma com dono definido dentro do Estado.
Camada 1
O acervo que sustenta toda resposta: currículo da SEDUC, BNCC, matrizes do SPAECE e do SAEB, cadernos e materiais didáticos da rede, além do que cada professor sobe para a própria turma. Nada é respondido sem ancoragem nesse acervo — e a fonte aparece junto da resposta.
Camada 2
Modelos abertos rodando na infraestrutura da ETICE, dentro do Ceará, com ajuste pedagógico feito pelo CENTEC. Dois produtos saem daqui: o copiloto do professor e o tutor da turma — cada um com regras, limites e filtros de segurança próprios.
Camada 3
Onde a SEDUC governa a rede: trilha de auditoria de toda interação, painéis por escola e por CREDE, política de uso, protocolo de proteção do aluno e os indicadores públicos do programa. É a camada que transforma a tecnologia em política pública prestada com contas.
Secretaria da Educação do Ceará. Define a política pedagógica, o currículo que ancora as respostas, as regras de uso, o protocolo de proteção do aluno e as metas do programa. É a autoridade de governança e a controladora dos dados.
Instituto Centro de Ensino Tecnológico. Desenvolve a plataforma, faz o ajuste pedagógico dos modelos, constrói os painéis e conduz a formação dos professores multiplicadores nas CREDEs.
Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará. Hospeda o sistema no data center do Estado, garante disponibilidade e segurança, e assegura que o processamento e o armazenamento aconteçam em território cearense.
As CREDEs — Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação — fazem a ponte com as escolas: indicam as unidades-piloto, acompanham os indicadores da regional e organizam a formação local. As escolas decidem como o programa entra na rotina, com a comunidade escolar informada.
Um programa desta escala não se implanta por decreto de um dia para o outro. O SOL IA avança por etapas, cada uma com meta pública e prestação de contas antes da seguinte.
Ver os indicadoresDesenvolvimento da plataforma pelo CENTEC, provisionamento da infraestrutura na ETICE, consulta pública sobre a política de uso e seleção das escolas-piloto junto às CREDEs. Formação da primeira turma de professores multiplicadores.
O piloto cobre todas as regiões do Ceará — litoral, sertão, cariri e região metropolitana — para que o resultado não reflita apenas a realidade da capital. Copiloto liberado para os professores das escolas participantes, tutor liberado para as turmas e resumo semanal enviado às famílias que aceitarem.
O piloto é examinado por avaliadores externos ao programa, com desenho de pesquisa definido antes do início — inclusive turmas de comparação. O relatório é publicado na íntegra, com o que funcionou e o que não funcionou. A expansão só avança sobre o que se sustentou na evidência.
Todo professor da rede com copiloto, toda turma com tutor e toda família com resumo semanal disponível. A meta é de cobertura universal na rede estadual — com o uso sempre facultativo para o professor e para o aluno.
Compromissos assumidos publicamente no desenho do programa. O acompanhamento de cada um fica no painel de transparência, com atualização periódica durante o piloto.
Tempo do professor
Reduzir de forma mensurável as horas gastas com planejamento e correção fora de sala, medido por pesquisa com os professores participantes.
Aprendizagem
Ganho verificável em Língua Portuguesa e Matemática nas turmas participantes frente às turmas de comparação, apurado na avaliação independente.
Alcance
Escolas-piloto em todas as regiões do Estado, com presença obrigatória de unidades do interior e de baixa conectividade.
Soberania
Zero dado pessoal de aluno cearense processado fora do Estado e zero repasse de dado para treinar modelo de terceiro. Verificável em auditoria.
Professor, diretor ou família: existe um jeito de entrar agora e acompanhar o programa desde o começo.